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A abstenção ficou próxima de 21% em 2022 e 2026. A estabilidade nacional esconde mudanças entre os municípios: o comparecimento cresceu em parte dos territórios de maior apoio a Lula e recuou em grandes cidades do Sul e Sudeste.

Uma taxa parecida, uma distribuição diferente

RecorteAbstenção 2022Abstenção 2026
Brasil sem exterior20,79%20,84%
Cidades onde Lula teve mais de 70% em 202222,0%19,8%
Cidades onde Lula teve de 40% a 50% em 202221,1%22,2%

O tamanho estimado do saldo

A especificação central do estudo estima 1,1 milhão de eleitores de Lula a mais em casa, em comparação aos eleitores de Bolsonaro de 2022. A faixa apresentada vai de zero a 2,5 milhões. Outras especificações produzem valores entre 0,7 e 3,8 milhões.

Estimativa territorial

O voto é secreto. Esses números resultam da relação entre comparecimento e votação anterior dos lugares; não são uma identificação dos eleitores que faltaram.

O segundo turno depende das premissas

O estudo combina hipóteses de retorno dos ausentes com diferentes divisões do voto dos demais candidatos. No cenário que destina 70% das escolhas válidas desses eleitores a Flávio, a vantagem projetada é de 4,7 milhões antes de considerar o retorno dos ausentes.

Com o retorno do saldo central de 1,1 milhão, essa vantagem cairia para 3,6 milhões. Outros cenários alteram o resultado ao mudar simultaneamente a transferência e o comparecimento.

Os 4,7 milhões pertencem a um cenário de segundo turno. A diferença observada nas urnas do primeiro turno foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

A comparação histórica

Nas estimativas do estudo para 2018 e 2022, a mudança de comparecimento entre os turnos favoreceu os territórios de maior apoio ao adversário do PT. Esse histórico oferece contexto, mas não determina o comportamento dos eleitores em 2026.

Fontes e elaboração

TSE: votação, eleitorado e comparecimento por seção, eleições de 2018, 2022 e 2026. As hipóteses de transferência dos cenários usam a pesquisa Quaest de véspera citada no estudo.

Responsável pelo estudo: Alexandre Garcia · Opinião Inteligência Política.