ESTUDO · BRASIL · ELEIÇÕES 2026

A abstenção, sozinha, não vira a eleição.

O tamanho do efeito histórico — e os outros movimentos que podem mudar a disputa.

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876 milMaior saldo histórico estimado · 2010 · a favor de Serra
3,8 milhõesVotos líquidos para compensar a vantagem média de Flávio
Barras na mesma escala. Histórico: TSE, 2006–2022. Vantagem atual: média das pesquisas (51,6% para Flávio) e votos válidos do 1º turno de 2026. A comparação expressa magnitude e direção; não é uma previsão.

Uma eleição não se decide por uma variável. Sob as premissas deste estudo, nenhum dos cinco padrões históricos de comparecimento, aplicado ao mapa de 2026, compensa a vantagem média de Flávio nas pesquisas. A transferência dos outros candidatos e a aprovação do governo também merecem atenção, mas não podem ser somadas como ganhos de voto independentes. O título expressa essa leitura dos cenários; uma mobilização fora do padrão não está descartada.

01 / Cenários de transferência

Quem herda os votos
dos outros candidatos?

Uma conta baseada no 1º turno, separada da projeção por pesquisas.

Mantemos os votos de Lula e Flávio do 1º turno e supomos que 75% dos votos dos demais candidatos se tornem votos válidos para um dos finalistas. Variamos apenas a divisão desse grupo. É uma simulação nacional, incluindo o exterior, sem novas entradas de eleitores ou outras mudanças de comparecimento.

Cenários de transferência a partir do primeiro turnoCada linha é um cenário separado. Votos dos finalistas preservados; 75% dos votos dos demais candidatos destinados aos finalistas. Participação de Flávio nos votos válidos.Grupo transferido para Flávio49%50%51%52%53%66,7% do grupo51,9%60,0% do grupo51,5%50,0% do grupo51,0%Flávio nos válidos · eixo ampliado de 49% a 53%
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Cenários separados. A linha tracejada marca 50% dos válidos. O eixo é ampliado. A parcela para Flávio se refere aos 75% de votos dos demais candidatos que são redistribuídos.
Parcela do grupo para FlávioFlávio, válidosLula, válidos
66,7%51,9%48,1%
60,0%51,5%48,5%
50,0%51,0%49,0%
A transferência muda a disputa. A divisão meio a meio leva Flávio de 51,9% para 51,0%, sob essas premissas. A transferência importa, mas esse cenário sozinho não inverte a liderança.Duas contas distintas. A projeção de 52,1% vem das pesquisas, acrescidas do ajuste histórico. A hipótese de transferência de dois terços pertence à conta de controle acima. Sua mudança não deve ser descontada da projeção: as pesquisas já captam parte da transferência.Aprovação não se converte automaticamente em voto. A alta de 46,8% para 48,4% entre quem opina, reportada pelo PoderData, é um sinal a acompanhar. Não estimamos quantos votos ela representa nem somamos essa variação aos cenários de transferência ou comparecimento.
02 / Sensibilidade da estimativa

Mais dispersão,
mais incerteza.

Probabilidades sob diferentes hipóteses de dispersão até 25/10, com a mesma estimativa central.

Probabilidade estimada de vitória por hipótese de dispersãoDesvio-padrão do movimento 0% maior: Flávio 81%, Lula 19%; Desvio-padrão do movimento 40% maior: Flávio 76%, Lula 24%; Desvio-padrão do movimento 80% maior: Flávio 72%, Lula 28%; Desvio-padrão do movimento 120% maior: Flávio 68%, Lula 32%FlávioLulaReferência81%19%Dispersão +40%76%24%Dispersão +80%72%28%Dispersão +120%68%32%Estimativa da Opinião · probabilidade de vitória, não intenção de voto
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Centro fixo em 52,1% para Flávio. Varia apenas o desvio-padrão do movimento; a incerteza da véspera permanece fixa. Referência informada pelas campanhas de 2014, 2018 e 2022.
A incerteza aumenta; o centro permanece. Com o centro fixo em 52,1% para Flávio, ampliar a dispersão leva a probabilidade estimada de Lula de 19% a 32%. É maior incerteza, não alta de intenção de voto. Os multiplicadores são hipóteses, não movimentos observados.Sinais a acompanhar. Aprovação e transferência ajudam a interpretar pesquisas, mas não medem essa dispersão. Na Quaest de 10 a 13/10, cerca de 60% dos eleitores de Caiado, Renan e Cury que escolheram um finalista vão para Flávio; quase 4 em 10 desses eleitorados declaram branco, nulo ou abstenção. São cerca de 50 entrevistas por candidato de origem, com ampla incerteza e voto do 1º turno lembrado pelo entrevistado.
Outra leitura
A gestora Legacy, em análise publicada pelo Brazil Journal em 16/10, chega a 52% x 48% para Flávio e a uma probabilidade de vitória superior a 80%. Sua leitura se apoia na transferência para a direita e no espaço limitado da abstenção. Sem método e pesquisas próprias publicados, esses números não servem como validação independente dos nossos cenários.
E os indecisos?
Na Ipespe (6 a 8/10), 61% dos que declaram branco ou nulo poderiam votar em Lula, contra 16% em Flávio: disponibilidade, não transferência realizada. Em 2014, 2018 e 2022, o adversário do PT terminou acima da última Datafolha, em média 0,5 ponto. Esse é o ajuste usado na projeção; a comparação não identifica quem decidiu por último nem a causa da diferença. Sua repetição em 2026 é uma premissa.
03 / Perfil do eleitor

A resistência começa
nos 2 salários mínimos.

O eleitor de menor renda já está com Lula; acima dessa faixa, a rejeição muda de lado.

+16 pontos

É o salto da rejeição de Lula ao passar de quem ganha até 2 salários mínimos (41%) para quem ganha de 2 a 5 (57%). Na mesma linha, a rejeição de Flávio cai de 57% para 46%. Abaixo dela, Flávio é o mais rejeitado; acima, Lula. Média de Datafolha (6 e 7/10) e Quaest (10 a 13/10).

● Rejeição de Lula● Rejeição de Flávio
Rejeição por faixa de rendaMédia de Datafolha e Quaest. Valores arredondados como no estudo original. Lula e Flávio em cada faixa de renda.0%25%50%75%41%57%Até 2 SM57%46%De 2 a 5 SM58%44%Mais de 5 SM
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Média de Datafolha (6–7/10) e Quaest (10–13/10). SM = salários mínimos. Padrão descritivo por faixa de renda.

A rejeição por escolaridade e renda

SegmentoRejeição de Lula, Datafolha (6–7/10)Rejeição de Lula, Quaest (10–13/10)
Ensino fundamental40%46%
Ensino médio53%58%
Ensino superior50%58%
Até 2 salários mínimos40%42%
De 2 a 5 salários mínimos57%57%
Mais de 5 salários mínimos57%59%
Beneficiários do Bolsa Família—36%
Uma base consolidada, uma barreira acima dela. Entre os eleitores de menor renda e os beneficiários do Bolsa Família, a rejeição de Lula fica entre 36% e 42%: esse eleitor já está com ele, e o voto ali não se moveu desde o 1º turno (na Quaest, 61 x 28 antes, 60 x 31 agora, entre beneficiários). A barreira começa acima de 2 salários mínimos, onde a rejeição salta para 57% a 59%, e no ensino médio, de 53% a 58%.
04 / Potencial e movimento

O espaço é estreito.
Os sinais ainda divergem.

Quem diz que não votaria de jeito nenhum num candidato fica fora do alcance dele. Quem diz que votaria com certeza ou que poderia votar mostra o teto. A distância entre os dois é o eleitor que ainda decide, e é nele que as promessas da reta final podem pesar.

Potencial de voto e rejeição

PesquisaCampoTeto de LulaTeto de FlávioRejeição de LulaRejeição de FlávioVoto definitivo
Nexus/BTG10 a 12/1049%50%51%47%92%
PoderData/Aya10 a 12/1050%51%46%44%—
Ipespe/Abrapel6 a 8/1048%52%49%46%—
Quaest10 a 13/10——53%54%91%
Indexa/Broadcast13 e 14/10——50%51%87%
Gerp8 a 12/10——53%42%94%
Tetos próximos de 50%. Os potenciais declarados de voto ficam perto de 50% do eleitorado. Entre os entrevistados com voto declarado, as medidas de voto definitivo da tabela vão de 87% a 94%. A certeza declarada não impede mudança posterior. Entre quem vota branco ou nulo, 61% dizem que poderiam votar em Lula, contra 16% em Flávio.

Movimento por escolaridade

Voto em Lula, em % dos válidos; variação em pontos percentuais.

PesquisaRodadas comparadasLula, ensino fundamentalLula, ensino médioLula, ensino superior
Datafolha6–7/10 → 13–15/1058,0 → 61,0 (+3,0 pontos)43,0 → 45,0 (+2,0 pontos)48,0 → 44,0 (−4,0 pontos)
Quaest2–3/10 → 10–13/1059,8 → 56,0 (−3,7 pontos)41,9 → 43,8 (+2,0 ponto)38,4 → 44,4 (+6,1 pontos)
PoderData10–12/10 → 13–15/1055,9 → 54,3 (−1,7 ponto)44,7 → 47,4 (+2,7 pontos)49,0 → 52,1 (+3,1 pontos)
As pesquisas não apontam na mesma direção. Os institutos discordam sobre onde Lula se move. O Datafolha mostra alta entre os de ensino fundamental e queda entre os de nível superior. A Quaest e o PoderData mostram o contrário: Lula estável ou em queda no fundamental e em alta no médio e no superior. No PoderData, a aprovação do governo seguiu o mesmo desenho: caiu entre os de ensino fundamental (51% para 48%) e subiu 4 pontos no médio e no superior. Cada faixa tem margem de 4 a 6 pontos, e quase todas essas variações cabem nela: é tendência a observar, não conclusão.Leitura da Opinião. Se a virada vier, ela passa pelo eleitor de ensino médio e renda de 2 a 5 salários mínimos, onde a rejeição de Lula é alta e há mais espaço para ela cair. É também o trabalhador com carteira assinada, público direto do fim da escala 6x1, aprovado no Senado em 14/10. O Bolsa Família reajustado começa a ser pago em 19/10; as pesquisas com campo depois dessas datas (Ipespe e Verità em 17/10; PoderData, DataTrends e AtlasIntel em 19 e 20/10) dirão se algo mudou.
05 / Segundo turno de governador

Disputa local e comparecimento.
O saldo nacional é pequeno.

Comparação do mesmo estado em anos com e sem disputa estadual, de 2006 a 2022.

Sem governador, a abstenção cresce mais?

Em cada eleição, separamos os estados que também tiveram 2º turno de governador dos que só votaram para presidente e comparamos quanto a abstenção subiu do 1º para o 2º turno.

EleiçãoEstados com 2º turno de governadorVariação da abstenção, com disputa estadualVariação da abstenção, sem disputa estadualSem disputa estadual, a abstenção subiu
200610 de 27+2,2 pontos+4,5 pontos2,4 pontos a mais
20109 de 27+3,9 pontos+4,3 pontos0,4 ponto a mais
201414 de 27+2,6 pontos+2,0 pontos0,6 ponto a menos
201814 de 27+1,9 ponto+2,2 pontos0,3 ponto a mais
202212 de 27−0,1 ponto+1,2 ponto1,3 ponto a mais
O padrão aparece em quatro de cinco eleições. Em quatro das cinco eleições, a abstenção subiu mais nos estados sem disputa para governador. A exceção é 2014. Olhando o mesmo estado ao longo do tempo, o padrão se repete: dos 25 estados que já tiveram eleições com e sem 2º turno estadual, 19 viram a abstenção subir mais nos anos sem a disputa.Em probabilidade. Sorteando, numa mesma eleição, um estado sem e um estado com 2º turno de governador, o estado sem disputa teve aumento maior de abstenção em 56% dos pares. Entre os estados com até 5 milhões de eleitores, em 64%. São frequências dos pares observados. Na comparação de cada estado ao longo do tempo, o padrão foi inverso no DF, em GO, PA, PI, PR e RJ.

Quanto pesa — e onde pesa

Em cada eleição, parte dos estados também decide o governador no 2º turno. Comparamos o mesmo estado em anos com e sem essa disputa, descontado o que é comum a todos os estados em cada ano.

EstadosComparecimento a mais com 2º turno de governadorConfiança
Até 5 milhões de eleitores+1,10 ponto do eleitoradoefeito estatisticamente significativo
Mais de 5 milhões−0,09 ponto do eleitoradonão se distingue de zero
Todos+0,76 ponto do eleitoradoefeito estatisticamente significativo
06 / Aplicação a 2026

Seis estados.
Efeitos que se compensam.

Eleitores adicionais e saldo estimado com o segundo turno de governador.

Saldos estaduais estimados para 2026Barras divergentes em milhares de votos, usando os valores arredondados da tabela. Esquerda: Lula; direita: Flávio.LulaFlávioESFlávio +5 milDFFlávio +3 milACFlávio +2 milTOFlávio +1 milAMLula +1 milRNLula +7 mil
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Saldo em votos líquidos, segundo as premissas do estudo. Barras em escala comum, a partir de zero. Valores arredondados em milhares; o total usa os valores sem arredondamento.
UFEleitores a mais em 2026SaldoFlávio no 1º turnoLula no 1º turno
ES33 milFlávio +5 mil54,8%37,8%
DF25 milFlávio +3 mil51,3%38,1%
AC7 milFlávio +2 mil64,6%28,7%
TO13 milFlávio +1 mil50,4%43,4%
AM31 milLula +1 mil45,0%48,2%
RN29 milLula +7 mil34,8%59,8%
O saldo nacional é de cerca de 4 mil votos para Flávio. Nos estados com até 5 milhões de eleitores, o 2º turno de governador está associado a 1,1 ponto a mais de comparecimento. É associação, não identificação de causa. Nos maiores, a estimativa não se distingue de zero. Os seis estados de 2026 estão no primeiro grupo. Mas eles se compensam: o Rio Grande do Norte, onde Lula teve 60%, devolve quase tudo o que Flávio ganha no ES, no DF e no AC. O saldo estimado é de 4 mil votos para Flávio, se os eleitores adicionais tiverem a mesma composição de voto usada na simulação.
07 / Cinco eleições, 2006–2022

O eleitor que some.
E o tamanho do saldo.

O comparecimento costuma cair entre os turnos

○ 1º turno● 2º turno
Comparecimento entre o primeiro e o segundo turno2006: 83,3% para 81,0%; 2010: 81,9% para 78,6%; 2014: 80,7% para 79,0%; 2018: 79,8% para 78,8%; 2022: 79,2% para 79,6%Eleição / adversário do PTVariação de eleitores78%80%82%84%2006Alckmin83,381,0−2,82 mi−2,2 p.p.2010Serra81,978,6−4,57 mi−3,4 p.p.2014Aécio80,779,0−2,44 mi−1,7 p.p.2018Bolsonaro79,878,8−1,43 mi−1,0 p.p.2022Bolsonaro79,279,6+0,56 mi+0,4 p.p.
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TSE · Brasil sem exterior · % do eleitorado. Eixo ampliado de 78% a 84%. A coluna à direita mostra a variação do número de eleitores, em milhões.
2022 foi a exceção. Em quatro das cinco eleições, o comparecimento caiu entre os turnos, de 1,0 a 3,4 pontos. A exceção é 2022, quando subiu 0,4 ponto, com 560 mil eleitores a mais. A queda vem diminuindo: foi de 4,6 milhões de eleitores em 2010 e de 1,4 milhão em 2018.

O saldo da mudança de comparecimento

Saldo histórico atribuído à mudança de comparecimentoSaldos calculados por município; associação, não efeito causal. Barras partem de zero e usam a mesma escala.2006Alckmin371 mil votos2010Serra876 mil votos2014Aécio445 mil votos2018Bolsonarozero2022Bolsonaro118 mil votos
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Saldo para o adversário do PT, calculado com o voto de cada município no 1º turno. Valores abaixo de 5 mil são apresentados como zero, conforme o estudo.

Associação, não causa. A interpretação e os intervalos estão na página de fontes e método.

08 / Cenários de comparecimento

Nenhum padrão histórico
alcança a vantagem atual.

Saldo para Flávio, em votos líquidos e em pontos dos válidos.

Para cada eleição passada, aplicamos ao 1º turno de 2026 a variação média de comparecimento de cada estado naquele ano e a inclinação daquele ano dentro do estado. Os eleitores que entram ou saem votam como o seu município votou no 1º turno.

Se 2026 repetir o padrão deVariação de votos válidosSaldo para FlávioEm pontos dos válidos
2006−3,45 milhões+22 mil+0,02
2010−4,83 milhões−53 mil−0,04
2014−2,31 milhões−5 mil0,00
2018−1,98 milhão+26 mil+0,02
2022+0,74 milhão+173 mil+0,15
Para zerar a vantagem média de Flávio—−3,8 milhões−3,2
A magnitude é insuficiente, isoladamente. Em qualquer dos cinco padrões, o efeito fica entre −53 mil e +173 mil votos para Flávio, no máximo 0,15 ponto. A vantagem média de Flávio nas pesquisas equivale a 3,8 milhões de votos. Para o comparecimento decidir a eleição, a virada a favor de Lula teria de ser cerca de quatro vezes a maior estimada desde 2006, com sinal contrário ao maior saldo histórico. Essa comparação indica escala, não um limite.Leitura da Opinião. Sob os padrões e premissas usados, a mudança de comparecimento não compensa a vantagem considerada. Os cenários de transferência são outra conta; não somamos seus resultados aos de comparecimento.
Estimativas, não fatos
Os cenários aplicam a 2026 padrões do passado. Uma mobilização fora do padrão, de um lado ou de outro, não aparece neles.
Quem entra ou sai vota como o seu município. É a premissa mais forte: o eleitor que falta pode ser diferente da média do lugar onde mora. Os dados são por município, não por eleitor. O saldo de comparecimento não revela todas as entradas e saídas. As pesquisas podem já incorporar expectativas de comparecimento; estes cenários não são correções automáticas da média pesquisada.
A conta da vantagem média usa a média das pesquisas da Opinião em 16/10 (51,6% para Flávio) e os votos válidos do 1º turno de 2026 (119,0 milhões).
09 / Transparência

Como ler
estas estimativas.

Dados por município, premissas explícitas e limites de interpretação.

Onde o eleitor some: mais onde o PT é forte

Comparamos os municípios dentro de cada estado, até 5.570 por eleição. A coluna Inclinação diz quanto o comparecimento caiu a mais a cada 10 pontos de voto no PT no 1º turno. O Saldo divide os eleitores que entraram ou saíram como o seu município votou no 1º turno e mostra para quem a mudança pesou.

EleiçãoInclinação (ponto por 10 pontos de PT)Saldo da mudançaEm pontos dos válidosDiferença no 2º turno (adversário − PT)
2006−0,04 (±0,07)+371 mil para Alckmin+0,39−21,7 pontos
2010−0,19 (±0,10)+876 mil para Serra+0,88−12,1 pontos
2014−0,30 (±0,15)+445 mil para Aécio+0,42−3,4 pontos
2018−0,31 (±0,13)zero0,00+10,2 pontos
2022−0,35 (±0,11)+118 mil para Bolsonaro+0,10−1,8 ponto
Um padrão descritivo, com efeito limitado. Desde 2010, em todas as eleições, o comparecimento caiu mais (ou subiu menos) onde o PT tinha mais voto. A inclinação ficou entre −0,35 e −0,19 ponto e cresce a cada eleição. Em 2006, não se distingue de zero. Em quatro eleições, o saldo estimado favoreceu o adversário; em 2018, foi de cerca de 559 votos para o PT, arredondado a zero na tabela. O maior saldo foi em 2010, 876 mil para Serra, equivalente a 0,88 ponto da diferença entre os candidatos sobre os válidos.Limite da leitura. O dado municipal não identifica o voto de quem faltou. Entradas e saídas podem se compensar no mesmo lugar. O saldo depende da composição de voto suposta e não estabelece um teto para a abstenção.

Fontes e definições

Fontes. TSE, dados abertos: detalhe_votacao_munzona e votacao_candidato_munzona de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 (aptos, comparecimento e votos para presidente por município, eleições ordinárias, sem exterior e sem voto em trânsito); resultado oficial do 1º turno de 2026 por município. Adversário do PT: Alckmin (2006), Serra (2010), Aécio (2014) e Bolsonaro (2018 e 2022). Inclinação: regressão ponderada pelo eleitorado, com efeito fixo de estado e erro-padrão agrupado por estado (intervalo de 95%). Efeito do 2º turno de governador: regressão por estado e ano, 2006 a 2022, com efeitos fixos de ano e de estado; corte de 5 milhões de eleitores definido pela Opinião. Transferência: resultado nacional, incluindo exterior, br-c0001-e006257-u.json; premissas na página 2. Projeção: modelo_2t.py e projecao_2t.json. Segmentos: relatórios Datafolha BR-02949/2026 (tabelas 3 e 5) e matérias da Folha sobre BR-00466/2026; Quaest BR-02197/2026 e BR-08729/2026; PoderData/Aya BR-01209/2026 (relatório) e BR-04258/2026 (gráficos do Poder360, base a conferir); potencial de voto e certeza: Nexus/BTG BR-07997/2026, PoderData BR-01209/2026, Ipespe/Abrapel BR-00933/2026, Quaest, Indexa e Gerp. Medidas: Agência Senado (6x1, 14/10), InfoMoney (Bolsa Família, 17/09). Análise da Legacy: Brazil Journal, 16/10/2026.
Leitura. Comparecimento: eleitores que votaram sobre aptos. Saldo: eleitores válidos a mais (ou a menos) no 2º turno em cada município, divididos como o voto do município no 1º turno entre os dois finalistas. Associação, não causa. Elaboração Opinião Inteligência Política.