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Uma conta que circulou nas redes apontava votos “sem origem” na passagem do primeiro para o segundo turno. A diferença vinha de valores arredondados e de bases que não coincidiam. Com os resultados finais do TSE e uma base comparável, a identidade contábil fecha.
O que fecha
Os votos dos candidatos eliminados no primeiro turno, somados ao aumento líquido do comparecimento e à queda nos votos brancos e nulos, equivalem ao aumento líquido dos votos de Lula e Flávio. São diferenças entre totais publicados pelo TSE.
Os votos brancos e nulos caíram 1.821.246 no agregado. Isso não significa que essas mesmas pessoas tenham votado em um dos candidatos no segundo turno. A base não permite identificar percursos individuais.
O que a comparação municipal acrescenta
A participação de Flávio entre os votos válidos dos dois candidatos caiu de 51,02% para 48,22%. A direção da queda ocorreu em 97% dos municípios. Esse padrão descreve como os saldos se distribuíram no território; não comprova transferências de voto de uma pessoa para outra.
Como ler a pesquisa de migração
O recorte do Datafolha entre eleitores de Cury, Renan, Caiado e Zema apontou 46% para Flávio, 27% para Lula, 23% branco ou nulo e 5% indecisos. As proporções somam 101% por arredondamento. São respostas de uma amostra, não votos observados na urna. Extrapolar esse recorte para todos os votos dos candidatos eliminados não é uma estimativa de transferência.
Boletins de urna e resultados por município informam totais. Não revelam como uma pessoa votou nos dois turnos. O paper separa a identidade contábil do que os dados não permitem concluir.
Resultados finais do TSE para os dois turnos (eleições 6257 e 6258), base comparável de seções instaladas; dados consultados em 26/10/2026. Pesquisa de migração: Datafolha, registro BR-00466/2026, resultados divulgados em 17/10/2026. Elaboração: Opinião Inteligência Política.
Responsável pelo estudo: Alexandre Garcia · Opinião Inteligência Política.